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| Bairro da Boavista |
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BREVE HISTORIAL |
ORIGEM DOS HABITANTES: LOCAL |
O antigo bairro provisório da Boavista, também conhecido por Bairro Novo do Calhariz e por Bairro Alto da Boavista, ficava situado na freguesia de Benfica. A construção surgiu na sequência do Decreto-Lei n.º 28912, de 1938, e foi iniciada nesse mesmo ano, no âmbito do programa de “casas desmontáveis”. Em Dezembro de 1940, teve lugar a inauguração solene. É interessante a morfologia urbanística inicial. A interpretação simbólica da planta pode sugerir a representação de uma ave de grandes asas abertas. Para aqui viriam casais católicos, matrimoniados e pobres. Depois, cresceriam muitas famílias numerosas. A permanência das pessoas era disciplinada por um conjunto de regras escritas e aceites, algumas com pleno sentido, outras de um rigor abusivo e lesivo da liberdade do morador. Até 1974, estas regras estiveram em vigor. A construção do actual Bairro da Boavista foi finalizada no âmbito do PER, com 7 lotes, contemplando 84 fogos. As centenas de novas casas que foram atribuídas, tendo em vista a erradicação total das habitações desmontáveis, deram outra dignidade ao Bairro. Concederam habitação condigna a centenas de pessoas que viviam angustiadas em casas provisórias cuja construção nasceu com a marca da precariedade e ultrapassou o tempo previsto de duração em cerca de 40 anos. A população do Bairro da Boavista apresenta as seguintes características: forte enraizamento (com a 3.ª geração já ali nascida); existência de redes familiares; tendência para a constituição de agregados familiares pouco numerosos; trabalho precário, sub-emprego e desemprego da população activa; rendimento económico familiar baixo; baixo nível de escolaridade; índice elevado de doenças infecto-contagiosas e psico-sociais.
Fonte: Lisboa – O Outro Bairro, n.º 1; CML / GEBALIS, Dezembro de 1999. |
| CARACTERIZAÇÃO DO BAIRRO |
LOCALIZAÇÃO – Freguesia de Benfica PROGRAMA DE CONSTRUÇÃO – 39-44 Pré-fabricados – 488 casas de lusalite 1.ª Fase: Programa da CML para construção de 510 moradias unifamiliares nos anos 60 e 70; 2.ª fase: Programa da CML para construção de 4 edifícios (80 fogos), concluída em 1976 e 1977; 3.ª Fase: Programa da CML para construção de 9 edifícios (158 fogos), entre 1981 e 1984; 4.ª Fase: Plano de Intervenção a Médio Prazo (PIMP) para construção de 34 edifícios (651 fogos) entre 1988 e 1996; 5.ª Fase: Plano Especial de Realojamento (PER) para construção de 14 edifícios (168 fogos) entre 1997 e 1999. REALOJAMENTO – 1.ª Fase: Realojamento, no início da década de 1970, das famílias transferidas dos fogos de lusalite existentes no local e de famílias oriundas da Quinta da Montanha, do Bairro das Minhocas e da Quinta das Freiras; 2.ª Fase: realojamento, após 1975, de famílias transferidas dos fogos de lusalite existentes; regularização de ocupações abusivas e de famílias oriundas de núcleos de barracas dispersos; 3.ª Fase: realojamento, no início da década de 1980, das famílias transferidas dos fogos de lusalite e de famílias oriundas de núcleos de barracas dispersos; 4.ª Fase: Década de 1990; realojamento local do Bairro Velho da Boavista, de famílias residentes nas casas de fibrocimento e de núcleos de barracas dispersos; 5.ª Fase: Década de1990; realojamento de famílias oriundas de diversos locais, designadamente do Bairro do Irmão Pobre, da Quinta José Pinto, do Bairro da Liberdade e da Quinta das Pulgas. INÍCIO GESTÃO GEBALIS – 1 de Maio de 1997 – 1.ª Fase; 1 de Outubro de 1997 Nº DE HABITANTES – 5.300 Nº DE LOTES – 61 Nº DE FOGOS EXISTENTES – 1.559 Nº DE FOGOS GERIDOS GEBALIS – 1.538 EQUIPAMENTOS LÚDICOS/DESPORTIVOS – Parque Infantil; Ringue de futebol; mesa de pingue-pongue; tabelas de basquetebol, Pavilhão Polivalente (Ginásio e Piscina Coberta); Campo Polidesportivo. |