![]() |
| Bairro Casal dos Machados |
| CARACTERIZAÇÃO DO BAIRRO |
LOCALIZAÇÃO – Freguesia de Santa Maria dos Olivais PROGRAMA DE CONSTRUÇÃO – Programa de Intervenção a Médio Prazo (PIMP): início da construção de 21 edifícios (930 fogos) em 1990 e termo em 1997. REALOJAMENTO – Realojamento iniciado em 1993 (9 lotes) e concluído em 1998 de população oriunda de casas degradadas da freguesia: Bairro do Relógio; Rua Conselheiro Ferreira do Amaral; construções existentes na área de intervenção da Expo 98; bairro de casas pré-fabricadas situado em freguesia limítrofe; Quinta da Montanha e bairros precários localizados em freguesias vizinhas; Azinhaga das Teresinhas e parte da população do Bairro de S. João de Brito. INÍCIO GESTÃO GEBALIS – 1 de Abril de 1996 Nº DE HABITANTES – 3.162 Nº DE LOTES – 21 Nº DE FOGOS EXISTENTES – 930 Nº DE FOGOS GERIDOS GEBALIS – 727 EQUIPAMENTOS LÚDICOS/DESPORTIVOS – Polidesportivo; Parque Infantil |
BREVE HISTORIAL |
ORIGEM DOS HABITANTES: BAIRRO DO RELÓGIO, RUA CONSELHEIRO FERREIRA DO AMARAL
|
BAIRRO DO RELÓGIO A Câmara Municipal de Lisboa, aquando da construção dos acessos à Ponte sobre o Tejo, decidiu implantar, num terreno destinado a zona verde, abrangido pelo Plano de Urbanização de Chelas, um conjunto de casas pré-fabricadas, com o objectivo de realojar, provisoriamente, 750 famílias do Vale de Alcântara. Previa-se que tais construções durassem entre 10 a 12 anos. Este conjunto habitacional, que começou a ser conhecido como Bairro das Casas Pré-Fabricadas de Chelas, passou a ser vulgarmente designado por Bairro do Relógio, dada a proximidade da Rotunda do Aeroporto, local onde existia um relógio em espaço ajardinado. As deficientes condições de habitabilidade tinham fundamentalmente a ver, para além da fragilidade dos materiais de construção, com a falta de infra-estruturas, de equipamentos, espaços verdes (onde os moradores criaram as suas hortas) e com a construção clandestina de anexos das mais variadas dimensões, para qualquer fim (oficinas, telheiros, garagens, tabernas, pequeno comércio de frutas e hortaliças, carne e peixe), sem obedecer a qualquer critério de ordenamento. O Bairro do Relógio era considerado um dos mais degradados da zona de Lisboa, com índices de marginalidade elevados, particularmente em matéria de toxicodependência e tráfico de droga. Este facto explica a designação pela qual o Bairro acabou por ser também conhecido: “Cambodja”.
O processo de realojamento desenvolveu-se de modo faseado em função das disponibilidades de fogos novos e do estado dos alojamentos situados nas áreas mais críticas. Assim, apenas foi possível satisfazer uma parte das necessidades globais de realojamento, o que nem sempre terá sido compreendido, tendo em conta as legítimas expectativas das famílias, que há muito aguardavam uma solução para o seu problema. A maioria das famílias foi realojada nos seguintes bairros: Casal dos Machados, Horta Nova, Armador, Flamenga, Padre Cruz e Zona J de Chelas. Fonte: Lisboa – O Outro Bairro, n.º 1; CML / GEBALIS, Dezembro de 1999. RUA CONSELHEIRO FERREIRA DO AMARAL
O bairro municipal da Rua Conselheiro Ferreira do Amaral, extinto em 1995, localizava-se na freguesia de Santa Maria dos Olivais, próximo do antigo edifício do Matadouro Municipal, junto à linha do caminho-de-ferro que atravessa a Zona Oriental de Lisboa. A construção deste núcleo de pré-fabricados integrou-se no mesmo tipo de solução encontrada pelo Município, na década de 1980, para resolver pontualmente, de forma provisória, situações de urgência habitacional. Na época, a construção de habitação municipal foi diminuta, por escassez de meios. O núcleo de alojamentos pré-fabricados foi construído pelo Município, em 1986, para albergar as famílias residentes em Benfica, próximo do local onde veio a ser instalado o Centro Comercial Colombo. Outras famílias ali residentes foram desalojadas de locais vizinhos, como é o caso dos terrenos anexos à Rua Conselheiro Mariano de Carvalho, devido a obras de urbanização. O realojamento destas famílias, incluindo os aglomerados residentes nos dois prédios municipais antigos e nas seis barracas já existentes no local, concretizou-se entre 1994 e 1995, com o início das obras de urbanização da Exposição Internacional de Lisboa – EXPO 98. Parte destas famílias foi realojada pelo Município no bairro vizinho do Casal dos Machados, sendo a restante realojada pela Parque EXPO, S. A., no Vale do Forno. Os programas de realojamento (PIMP e PER) estavam em curso e as grandes obras de reestruturação urbana e viária realizadas na Zona Oriental de Lisboa, no âmbito da Exposição de Lisboa, justificaram respostas ainda mais rápidas e definitivas às carências habitacionais das áreas envolventes. Assim, este bairro provisório e degradado viu os seus problemas de realojamento resolvidos na década seguinte à da sua edificação. Fonte: Lisboa – O Outro Bairro, n.º 2; CML / GEBALIS, Agosto de 2000. |